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Emprego

Emprego, carteira assinada e trabalho por aplicativo

O governo federal influencia o emprego pelo crescimento da economia, pelos encargos que cobra sobre a folha de pagamento, pelas regras trabalhistas e pela fiscalização. Os dois candidatos dizem querer mais gente com carteira assinada; a diferença está no caminho: um aposta em crescimento com mais regras e fiscalização, o outro em baratear a contratação e ampliar a negociação direta.

Os dois cenários

Se Lula for eleito

Histórico: o que já aconteceu
Proposta: o que promete
  • "Continuar combatendo a pejotização espúria, com fiscalização" e mudar a legislação trabalhista nas "regras que induzem a precarização", como fraudes em terceirizações.Fonte: Plano de governo de Lula, p. 74 e 75
  • Criar "um sistema de proteção aos trabalhadores na economia digital e de plataformas", com regras para remuneração, condições de trabalho e direitos previdenciários.Fonte: Plano de governo de Lula, p. 74 e 75
  • Expandir no Sine a "Plataforma Pública Nacional de Empregabilidade com IA", que reúne vagas, cursos e orientação profissional, e manter a política de valorização do salário mínimo.Fonte: Plano de governo de Lula, p. 74
Projeção: o que tende a acontecer
  • A tendência é manter a política atual: emprego puxado por investimento público e crédito, mais fiscalização contra contratação irregular e novas regras para aplicativos. O custo de contratar com carteira não muda.Análise do Risco Real
Ressalvas: críticas e incertezas
  • Mesmo com a queda, 37,4% dos ocupados seguem na informalidade, sem carteira nem proteção previdenciária.Fonte: IBGE, PNAD Contínua (tabela 8529)
  • O projeto do governo para regular o trabalho de motoristas de aplicativo (PLP 12/2024) está na Câmara desde março de 2024 e não foi votado em plenário.Fonte: Câmara dos Deputados, PLP 12/2024
  • O plano não propõe reduzir os encargos sobre a folha de pagamento, apontados por empresas como barreira à contratação formal.Análise do Risco Real

Se Flávio Bolsonaro for eleito

Histórico: o que já aconteceu
  • Flávio nunca chefiou o Executivo; a referência indireta é o governo do pai, Jair Bolsonaro (2019-2022). O desemprego estava em 12,1% no 2º trimestre de 2019, subiu a 14,2% em 2021, na pandemia, e caiu a 7,9% no fim de 2022.Fonte: IBGE, PNAD Contínua (tabela 4099)
  • Referência indireta, governo Jair Bolsonaro: o rendimento médio real do trabalho caiu de R$ 3.320, no 2º trimestre de 2019, para R$ 3.136, no 2º trimestre de 2022.Fonte: IBGE, PNAD Contínua (tabela 5436)
Proposta: o que promete
Projeção: o que tende a acontecer
  • A tendência é de contratação mais barata para as empresas e mais espaço para acordo direto entre patrão e empregado, com menos regulação nova e menos participação dos sindicatos.Análise do Risco Real
Ressalvas: críticas e incertezas
  • O plano não diz quais encargos seriam reduzidos. Parte deles financia a Previdência e o FGTS, e o plano não informa como essa perda seria compensada.Fonte: Plano de governo de Flávio Bolsonaro, p. 43
  • O plano não menciona política para o salário mínimo.Fonte: Plano de governo de Flávio Bolsonaro, p. 42 a 45
  • Na negociação direta, o trabalhador com pouco poder de barganha pode acabar aceitando condições piores que as da lei geral. O plano diz que os acordos ficam "dentro da lei", sem detalhar os limites.Análise do Risco Real

Guia rápido

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Você deve votar em Lula se:

Por quê?No cenário em que Lula é eleito, o emprego segue a política atual: crescimento com investimento público, salário mínimo com ganho real, mais fiscalização e regulação dos aplicativos. O desemprego está no menor nível da série, mas mais de um terço dos trabalhadores continua informal e a regulação dos aplicativos não saiu do Congresso.

Você deve votar em Flávio Bolsonaro se:

Por quê?No cenário em que Flávio Bolsonaro é eleito, a aposta para gerar emprego formal é baratear a contratação e ampliar a negociação direta entre empresa e trabalhador. O plano não detalha quais encargos seriam cortados nem trata do salário mínimo.

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Fontes

  1. IBGE, PNAD Contínua (tabela 4099): https://sidra.ibge.gov.br/tabela/4099
  2. IBGE, PNAD Contínua (tabela 8529): https://sidra.ibge.gov.br/tabela/8529
  3. Plano de governo de Lula, p. 74: https://static.poder360.com.br/uploads/2026/08/Programa-Governo-LULA-2026.pdf
  4. Câmara dos Deputados, PLP 12/2024: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2419243
  5. IBGE, PNAD Contínua (tabela 5436): https://sidra.ibge.gov.br/tabela/5436
  6. Plano de governo de Flávio Bolsonaro, p. 42 a 45: https://static.poder360.com.br/uploads/2026/08/plano-flavio.pdf

Atualizado em 10/10/2026. Achou um erro? Veja em Quem somos como pedir correção.

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